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RT: Dr. Rodrigo Machado Cruz | CRM-DF 9603 | RQE 3061

CATARATA NA INFÂNCIA

O que é?

Consiste na opacificação do cristalino. Segundo relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e passível de prevenção. Está dividida em dois grupos: catarata congênita (infantil), presente no nascimento ou que aparece imediatamente após; e catarata adquirida, que ocorre mais tarde, e está normalmente relacionada a alguma causa específica como traumas ou doenças sistêmicas. Ambos os tipos podem ser unilaterais ou bilaterais, parciais ou completas (totais).

Quais são as causas?

No Brasil, a principal causa de catarata congênita ainda é a rubéola durante a gestação, que pode ser prevenida com vacinação e com um pré-natal bem acompanhado. Há ainda casos geneticamente herdados (principalmente autossômicas dominantes), os secundários a outras odenças infecciosas intra-uterinas (toxoplasmose, citomegalovírus e lues) ou metabólicas e os associados a variadas síndromes. Uma pesquisa da causa é adequada, embora, em muitos casos, nenhuma possa ser identificada. As cataratas adquiridas surgem muito comumente do trauma, contuso ou penetrante. Outras causas incluem a uveíte, infecções oculares adquiridas, diabetes e drogas (principalmente corticosteróides tópicos ou sistêmicos).

Quais são os sintomas?

O principal sinal decorrente da catarata congênita é a leucocoria (reflexo pupilar branco). Outros sinais são: estrabismo, nistagmo e microftalmia.

Como é feito o diagnóstico?

A principal forma é o Teste do Olhinho, realizado antes da alta da maternidade e repetido nas consultas de rotina do bebê no primeiro ano de vida. Cabe destacar que os melhores resultados de cirurgias para cataratas congênitas são observados quanto são realizadas nas primeiras 12 semanas de vida.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser o mais precoce possível e depende do tipo da catarata, sua localização, intensidade, grau de comprometimento visual, idade da criança e presença de outras alterações oculares associadas. Algumas vezes o tratamento clínico (midriáticos, óculos, oclusão) pode ser indicado em cataratas parciais, mas o tratamento é basicamente cirúrgico. A retirada da catarata pode ser realizada por várias técnicas (facectomia extracapsular, lensectomia, facoemulsificação), com implante ou não de lente intra-ocular (dependendo de vários fatores).

O acompanhamento pós-operatório é fundamental para o desenvolvimento visual pois podem surgir diversas complicações que devem ser tratadas prontamente, inclusive com novas intervenções cirúrgicas. As principais complicações são inflamações intra-oculares (uveítes), glaucoma, opacidades secundárias no eixo visual e ambliopia.

Uso de óculos, lentes de contato e oclusores são também fundamentais para o desenvolvimento visual da criança.

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