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RT: Dr. Rodrigo Machado Cruz | CRM-DF 9603 | RQE 3061

ROTINA DE CUIDADOS NA INFÂNCIA

São muitas as características que podemos observar nos olhos das crianças e que encantam a todos, principalmente pais e avós dos pequenos. Raramente, no entanto, podemos, a olho nu, perceber diversas doenças oculares que podem acometer crianças de todas as idades. Muitas delas exigem intervenções rápidas para se evitar problemas futuros. Conhecer esses problemas e saber como preveni-los deve ser tarefa de pais, parentes, médicos, professores e todos que, de alguma forma, fazem parte da vida das crianças e que desejam cuidar da sua saúde.

Podemos dizer que os cuidados com a visão devem começar na gestação, com um pré-natal completo e com a prevenção de doenças que podem causar infecções oculares antes mesmo do nascimento, como a toxoplasmose e a rubéola. Logo que nasce, o bebê já pode ter alterações oculares que necessitam de tratamento imediato, sob risco de perda visual permanente. As principais alterações que devem ser investigadas nessa fase são: catarata congênita, glaucoma congênito e alterações de retina. Deve-se então estar atento para a realização do teste do reflexo vermelho, conhecido como Teste do Olhinho. Esse é um exame relativamente simples, mas que pode ser a chance de se identificar precocemente as alterações citadas. Deve ser realizado preferencialmente antes da alta da maternidade e repetido pelo oftalmologista na consulta de acompanhamento no primeiro ano de vida.

Entre 6 meses e 1 ano de vida é importante que se realize uma primeira avaliação oftalmológica completa. O oftalmologista procura por problemas que são, muitas vezes, difíceis de serem observados, principalmente quando acometem apenas um dos olhos. Nesse caso,  a criança apresenta bom desempenho em suas atividades graças à boa visão do outro olho. É comum a identificação de erros refracionais (miopia, hipermetropia e astigmatismo), estrabismos (algumas vezes tão pequenos que somente em exames são detectados) e alterações de retina que, se não tratadas, podem levar ao desenvolvimento de ambliopia. Também pode ser observado o retinoblastoma, um câncer da retina muito sério e com tratamento muito mais fácil se descoberto e tratado no início.

Ao longo dos primeiros anos de vida, as avaliações devem ser anuais. O acompanhamento deve continuar por toda a infância para identificação de alterações que possam prejudicar o desenvolvimento escolar.

Deve-se lembrar que crianças com um histórico de parentes que utilizam óculos com graus elevados, que tenham estrabismo ou outras doenças oculares devem ter um seguimento mais próximo e de forma alguma devem negligenciar o acompanhamento oftalmológico. Sempre que houver dúvida quanto a possíveis alterações oculares, a criança deve ser avaliada por um especialista.

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